Compatibilidade na Astrologia
Relações autênticas e compatíveis naturalmente acontecem quando reconhecemos e validamos aquilo que queremos, buscamos e valorizamos. Nesse sentido, o conhecimento de nossos mapas natais nos ajuda muito a tomarmos uma maior consciência sobre quem somos e o que queremos. Tudo começa pelo autoconhecimento e, deste conhecimento de si, aceitamos que gostamos mais de algumas coisas do que de outras.
A Sinastria (estudo dos relacionamentos) foca-se na interação entre diferentes mapas. Disseminou-se, muito através da Astrologia moderna, uma série de clichés do que seriam “bons” ou “maus” aspectos para se ter com outra pessoa. Na prática não funciona, há relações satisfatórias em que a Sinastria do casal é repleta do que seriam considerados os “maus aspectos” e relações breves e insatisfatórias com Sinastrias cheias de “bons aspectos”. Já sabemos que generalizações não funcionam na prática, cada indivíduo é único, cada relação é única.
Assim, estudar a sua sétima casa, regente da sétima casa e o seu Vênus, por exemplo, pode ser limitante para entender as suas buscas nos relacionamentos – aquilo que se quer viver nos relacionamentos. Em contrapartida, quando temos uma percepção do nosso mapa como um todo, é mais fácil entendermos aquilo que buscamos de fato.
Quer um exemplo? A Astrologia dos relacionamentos pode começar com algo tão simples quanto entender a dominância dos elementos, que influenciam no “ritmo” da relação, na dinâmica da relação, no timing de cada um. De modo geral, pode ser extremamente frustrante para uma pessoa que tem quase todo o mapa em signos de Fogo estar com alguém que não tenha algum fogo no seu mapa. Outro exemplo, uma pessoa que tem Vênus como dispositor final pode se sentir tolhida numa relação com uma pessoa com um Vênus fraco e que tenha Saturno como seu planeta mais forte – ou seja, que não “entende” aquilo que é mais importante para si, as energias que são mais fortes no seu próprio mapa.
A conexão tem uma forte relação com complementaridade (as diferenças podem ser extremamente excitantes), mas também, a receptividade entre as coisas que já são existentes em cada um.